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Cursos de Letras-Libras, Geografia, Geologia, Ciências Biológicas, Artes Visuais e Intercultural Indígena conquistam pontuação máxima em avaliação do MEC

O processo incluiu etapas como análise da matriz curricular e visita para conferência da infraestrutura

Mais seis cursos de graduação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) alcançaram o conceito de excelência em avaliação realizada pelo Ministério da Educação (MEC). Após um processo que incluiu etapas como análise da matriz curricular e visita para conferência da infraestrutura, conquistaram a nota 5 os cursos de bacharelado em Geografia, Geologia e Ciências Biológicas e as licenciaturas em Letras-Libras, Artes Visuais e Intercultural Indígena.

O diretor de Avaliação Institucional da UFPE, Diego de Sousa Dantas, afirma que o conceito de curso atribuído pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) é um “reconhecimento essencial da qualidade acadêmica, baseado em um processo criterioso que envolve entrevistas com alunos, docentes e técnicos, visitas às instalações e análise documental. Esse reconhecimento com conceito máximo evidencia a excelência dos cursos da UFPE e reflete o esforço conjunto da comunidade acadêmica – incluindo alunos, professores, técnicos e gestores – para oferecer uma educação de alta qualidade à sociedade. Alcançar esse resultado é motivo de orgulho e demonstra a dedicação contínua da UFPE em garantir a excelência no ensino superior brasileiro”.

Entre os contemplados com a nota máxima na avaliação do MEC, há cursos com longa trajetória e outros que foram fundados recentemente. Vinculado ao Departamento de Letras, a Licenciatura em Letras-Libras tem como objetivo geral formar profissionais competentes para atuar no ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras), como primeira ou segunda língua, no Ensino Fundamental e no Ensino Médio. 

“Letras-Libras é uma das áreas mais recentes entre os cursos de graduação do país, tanto que não participamos do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), pois o MEC não criou um modelo avaliativo para nossa área, então recebemos a visita de avaliadores do MEC de quatro em quatro anos. O curso iniciou em 2014, recebeu sua primeira visita de avaliação em 2019, conseguindo nota 4 e agora, em 2024, recebe sua segunda avaliação, logrando nota máxima (5), o que prova o caminho evolutivo do curso”, explica o coordenador do curso, professor Carlos Mourão.  

“A visita do MEC serviu para nos dar mais ordenamento e para que pudéssemos entender o quanto evoluímos em uma década de existência. Crescemos na formação do corpo docente, na pesquisa, na extensão, na melhoria de nossos índices, em nossas parcerias, na internacionalização do curso, na oferta de bolsas estudantis e na consolidação como espaço referencial de ensino e de pesquisa na área de Libras em Pernambuco e no país”, considera o docente.

A coordenação do curso de Bacharelado em Ciências Biológicas também comenta sobre os reflexos do resultado conquistado na avaliação: “A certificação e reconhecimento de um curso pelo MEC é uma garantia da qualidade de ensino ofertado, além da garantia de funcionamento da Instituição de Ensino Superior que o oferta. A avaliação externa do curso e da IES [Instituição de Ensino Superior] por profissionais qualificados, permite que um curso de graduação tenha validade de forma oficial no país, assim como no mercado de trabalho, além de uma análise minuciosa sobre a infraestrutura, corpo docente e organização didático-pedagógica, para uma reflexão assertiva para novas melhorias”.

O professor Paulo Soares (coordenador) e a professora Jaciana Aguiar (vice) acrescentam que a organização da grade curricular do Bacharelado em Ciências Biológicas vem obedecendo aos princípios de flexibilização, interdisciplinaridade, acessibilidade metodológica e compatibilidade de carga horária total exigida pelo Conselho Federal de Biologia. “A estrutura curricular contempla uma carga horária total de 3.585 horas e está dividida em duas partes: Núcleo de Formação Elementar (NFEl) e Núcleo de Formação Específica (NFEs) com a definição das ênfases do curso, contemplando quatro áreas de conhecimento e atuação do biólogo: Biologia Aplicada à Saúde, Biotecnologia e Bioinformática, Ecologia & Conservação e Sistemática & Evolução. Além disso, há um incentivo constante à participação dos estudantes em projetos de pesquisa, que favorecem o desenvolvimento de habilidades científicas e acadêmicas, além de capacitações regulares para os docentes, focadas em novas abordagens e metodologias de ensino. Os docentes vinculados ao curso desenvolvem projetos de pesquisa e extensão associados às ênfases do curso de ciências biológicas, sendo estes desenvolvidos nos espaços (laboratórios) da própria IES, havendo claramente o estímulo à produção e publicação científica assim como no engajamento em grupos de estudo e iniciação científica, sendo este reconhecido como uma grande potencialidade da IES”.

“Essa avaliação se mostrou muito importante, pois pudemos ter uma resposta de anos de trabalho e dedicação pelo curso de Geologia aqui na UFPE. O curso foi credenciado em 1965, porém nunca havia recebido uma avaliação do MEC. Saber que trabalhamos em um lugar de excelência é muito gratificante. Através desta avaliação, pudemos saber quais são nossos pontos fortes e fracos para com isso seguir melhorando”, comenta a coordenadora do curso de Geologia, Anelise Bertotti.

Sobre o perfil da graduação, a professora acrescenta: “O curso de Geologia está com uma grade curricular nova que atende às Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Geologia do Brasil e também estamos com a extensão curricularizada. Temos vários laboratórios didáticos com muito material para aulas práticas, um Museu de Minerais e Rochas e uma exposição rica de fósseis, a Paleo PE. Além da pesquisa, que é forte entre nossos docentes, a extensão vem se destacando muito através de vários projetos de extensão como o Vulcões e Viagens, Cores do Nordeste e Museu Itinerante de Geologia e Paleontologia”.

OUTROS CURSOS DA UFPE COM NOTA MÁXIMA – Nos meses anteriores, outros cursos da UFPE alcançaram o conceito 5 na avaliação do MEC. É o caso do curso de Licenciatura em Expressão Gráfica, o de Química Industrial, o de Letras-Francês, os de bacharelado em Letras e em Filosofia e os de licenciatura em Pedagogia e em Química.

“O processo de avaliação realizado pelo INEP é criterioso e avalia vários itens em três dimensões (Organização Didático-pedagógica, Corpo Docente e Infraestrutura). Esse processo promove uma mobilização de vários atores do curso e da instituição, a fim de que todas as evidências do trabalho de qualidade que vem sendo realizado nos cursos sejam analisadas pela comissão avaliadora. O desempenho recente da UFPE nos processos avaliativos do INEP confirma o compromisso da instituição com a qualidade acadêmica. Desde setembro, foram realizados 13 processos de renovação de reconhecimento de curso, e 12 cursos obtiveram nota máxima (conceito 5), um avanço significativo, uma vez que muitos dos cursos avaliados possuíam nota 4 como conceito anterior. Esse progresso reflete não apenas o trabalho interno dos cursos, mas também a atuação estratégica da Diretoria de Avaliação Institucional (DAI) e da Comissão Própria de Avaliação (CPA), que têm dado suporte técnico e organizacional a essas iniciativas. A excelência nos resultados reforça o papel da UFPE como referência no ensino superior e estimula a busca contínua pela melhoria em todas as áreas”, destaca o diretor de Avaliação Institucional da UFPE, Diego de Sousa Dantas.

Data da última modificação: 19/12/2024, 14:13