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Projeto da UFPE de mineralização de carbono em rochas vulcânicas terá financiamento da Petrobras
Pesquisa será desenvolvida por equipe de pesquisadores dos departamentos de Geologia, Engenharia Civil e Energia Nuclear
A pesquisa “Investigação do potencial das rochas vulcânicas da Suíte Magmática Ipojuca (SMI) para armazenamento geológico de carbono (GCS) na Região do Complexo Industrial-Portuário de Suape, PE (CO2PE)”, vinculada ao Departamento de Geologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ganhou financiamento da Petrobras. O projeto, coordenado pela professora Carla Joana Barreto, terá vigência de três anos. A execução será feita por uma equipe de 18 pessoas, formada por pesquisadores dos departamentos de Geologia, Engenharia Civil e Energia Nuclear. O grupo inclui professores e estudantes de graduação e pós-graduação.
A pesquisadora Carla Barreto dá detalhes sobre a pesquisa sobre mineralização de carbono em rochas vulcânicas. “Dentre as tecnologias de armazenamento geológico de CO2, a técnica tem demonstrado um potencial promissor para o desenvolvimento de projetos de sequestro desse gás em larga escala”, explica. O projeto será um estudo abrangente das rochas vulcânicas da SMI, que ocorrem na faixa costeira da Bacia Pernambuco. O foco vai ser a caracterização do potencial de rochas máficas a intermediárias para seu uso em projetos de captura e armazenamento geológico que possam beneficiar as indústrias instaladas na região do litoral sul do estado, em especial as que operam no complexo portuário de Suape.
O estudo, aprovado em agosto e iniciado em dezembro de 2024, é baseado no processo de mineralização permanente de minerais carbonáticos que se formam a partir da injeção de carbono nestas rochas. O CO2 pode ser injetado dissolvido em água ou em estado supercrítico. “Essa tecnologia de armazenamento tem chamado atenção da indústria porque representa uma forma de aprisionamento definitivo do carbono a partir da formação de minerais, o que resulta em mais segurança durante a operação e menores custos de monitoramento a longo prazo”, explica Carla. O projeto prevê um estudo amplo das características das rochas da região, considerando sua natureza química e mineralógica, profundidade de ocorrência, volume considerado viável para uso como reservatórios, além de outras propriedades que são necessárias para o processo de armazenamento de fluídos.
“Essa pesquisa demonstra o avanço na busca do setor privado, em especial o setor de energia, pela construção de expertise e desenvolvimento de tecnologias que permitam ao país contribuir, de forma mais efetiva, para o processo de descarbonização da economia”, acrescentou a professora. “O armazenamento geológico de CO2 é um tema de grande importância, que, inclusive, aguarda a entrada em vigor da lei que vai regulamentar esse tipo de operação no país e que representará um mercado bilionário nas próximas décadas [Projeto de Lei n° 1425, de 2022/Senado Federal]”, detalha.